Dúvida Cruel do Dia
Duelo: Avatar VS. Titanic
Primeira Categoria:
Dificil essa. Ambas guardam comparações com os filmes, muitos detestam e muitos gostam, quanto mais ouvidas mais consideradas bregas, para alguns são melosas demais...entre muitos outros adjetivos.
I See You, muito bem interpretada pela Leona Lewis, dá um clima melancólico aos créditos finais de Avatar, possui uma letra um tanto quanto básica: é boa, mas parece que está lá só pra ver se o filme conseguia concorrer ao oscar nessa categoria.
My Heart Will Go On (letra de Will Jennings, faltou citar isso) já tocou tanto em rádios, programas de tv e telemensagens de namoro que hoje é difícil encontrar alguem que realmente goste, ou pelo menos que admita que gosta. É romântica e melosa como I See You, mas ao contrário desta, combina com a história do filme e tambem com a voz normalmente chata de Celine Dion.
Então, a vencedora é...
Dá agua para o vinho, passamos direto para a maior qualidade de ambos os filmes. Lançado há 12 anos, Titanic tem efeitos invejáveis mesmo para hoje em dia. Mas é difícil fazer uma escolha diferente, 500 milhões de orçamento garantem qualquer vitória nessa categoria, Avatar foi revolucionário nesse sentido (vale ressaltar que, visto em 2D, o filme não é tão incrível assim em termos de efeitos).
Então, o vencedor é...
Avatar!
Próxima Categoria...
Próxima Categoria...
Titanic tem Kate Winslet, Leonardo DiCaprio, Kathy Bates e a única atuação boa do Billy Zane. Avatar tem a novo astro Sam Worthington, Sigourney Wheaver e Zoa Saldana. Talvez pelo fato de os personagens serem mais importantes para a história em Titanic, a direção de atores alí parece mais aplicada. E, repetindo, o épico dos mares tem Kate Winslet. Ponto final.
Então, o vencedor é...
Titanic
Próxima Categoria...
10 anos de trabalho tinham que significar algo, ninguem mais poderia fazer Avatar além de James Cameron, ele sabe o que o público quer ver. Ação, efeitos e uma histórinha legal e fácil de entender por trás disso. Essas são características comuns aos dois filmes, e julgando o trabalho dele nos dois filmes, é difícil escolher. Em Titanic não havia tanta (eu disse não tanta) certeza de que o sucesso viria, ao contrário de Avatar, e se mesmo sabendo que ele encheria os cores da FOX é o próprio bolso mesmo que o filme não fosse grande coisa ele conseguiu fazer um entretenimento de primeiríssima qualidade, James Cameron merece nosso aplauso.
Então, o vencedor é...
Beiçola!
E finalmente...
Ambos receberam de muitos o título de obra-prima quando lançados e lentamente passaram a ser mais e mais criticados (sabem como é, aquele velho hábito de não gostar de nada que é popular, assim é mais "cult"). Mas na minha opnião, ambos são muito bons. Avatar e Titanic entrariam facilmente no meu top 10 de melhor história de amor de melhor ficção científica, respectivamente (eu não tenho esses tops, talvez um dia eu faça).
O que mais vai contra Avatar é sem dúvida a falta de uma história melhor, defeito que Titanic tambem tem, mas no caso desse último não parece ser tão grande. A força do seu elenco é muito maior, fazendo o filme ficar mais agradável.
Então, para não encompridar mais o post, o vencedor é...
Corra que tem loucos por aí
Vocês podem estar começando a se perguntar "mas o que foi que fez esse louco assistir isso?", ou provavelmente não, mas mesmo assim eu explico. Sou fã de comédia estilo pastelão, e não esperava ver uma nova obra-prima do gênero nesse filme, mas ao menos esperava algo honroso visto que trata-se do diretor de Corra que a polícia vem aí, Apertem os cintos...o piloto sumiu e Todo Mundo em Pânico 3 (ah, eu gosto...) e tem Leslie Nielsen centralizando o cartaz.
Mas não, o que eu ví foi um filme fraco, com um foco muito bom porem dono de momentos muito fracos.
Num churrasco de 4 de Julho, o vovô (Leslie Nielsen) conta para as crianças a história de Michael Malone, que numa sátira afiada a Michael Moore, odeia os Estados Unidos e quer abolir esse feriado do calendário. Ele se recusa a celebrar com seu sobrinho Josh, que está embarcando para a guerra no Oriente Médio. Naquela noite Michael tem um estranho encontro com seu ídolo JFK, que prevê que três fantasmas irão visitá-lo. São eles o general Patton, George Washington e o cantor de música country Tracey Adkins. Os três discutem os frutos do patriotismo, e não apenas guerra e pecifismo. Enquanto isso os terroristas árabes querem contratar Malone para que realize um filme de propaganda.
O roteiro tem dois grandes defeitos, o primeiro é óbvio já pela sinopse, usaram mais uma variação maluca da história "um conto de natal" de Charles Dickens. A idéia das aparições foi interessante, mas é manjado demais o modo como isso foi mostrado. O outro grande defeito consiste em usar o método de um personagem narrar toda a história (no caso, o avô para seus netos), faria um grande favor ao filme se essa parte fosse simplesmente abolida, pois fica óbvio logo de cara que tudo foi feito dessa forma apenas para dar algo para Leslie Nielsen fazer, e ele não merecia isso.
Além dessa parte, Leslie participa de uma cena até que divertida, teria sido melhor mantê-lo apenas com essa participação especial, como todos os outros poucos nomes conhecidos do filme (James Woods, John Voight e Dennis Hopper. Esse último o mais engraçado deles).
Quanto às piadas...há boas e ruins. Ao menos devemor reconhecer que não houve muito apelo a piadas físicas óbvias (mas mesmo assim, elas estão lá). O humor usado para mostrar os conflitos políticos dos americanos e, principalmente, para satirizar Michel Moore (a primeira cena do personagem, satirizando o documentário que Moore fez que tinha partes passadas em Cuba, é genuinamente ilária) funciona na maioria das tentativas.
O maior erro do filme é ser tendencioso demais, é muito claramente a favor da guerra, se tivesse evitado se envolver diretamente, deixando isso com o espectador, como fez Guerra S.A, lançado recentemente, teria se saído melhor.
Até vale a recomendação para ser visto. Mesmo que você não goste, vai esquecê-lo logo. Os pontos positivos realmente valem a conferida, só que depois resta o pensamento de que os bons tempos de Corra Que a Polícia vem aí não voltam mais.
Os 6 piores erros dos adaptadores de títulos nacionais
Esse não é tão grave quanto os próximos, mas irrita por ser muito desnecessário. Às vezes parece que eles acham que o título comum é muito sofisticado, ou algo assim, e resolvem dar um complemento inútil pra deixar mais "facinho". Fazendo com que todos os filmes pareçam sagas. Por exemplo, agora sempre que eu ouço o título “The Wonders – O Sonho não acabou” eu imagino se algum dia não virá a sequência com um subtítulo tipo “O Sonho continua” mesmo sabendo que isso seria algo nada a ver com o filme.
Eis mais alguns exemplos:
Forrest conta a história de sua vida ao longo de boa parte do filme, porem uma vez! e de repente vira "contador de histórias". Até Forrest Gump - O Corredor faria mais sentido.5#Nomear os filmes sem saber do que eles falam
Esse problema me fez ter certeza de que eles nomeiam os filmes sem tê-los assistido. Peguei um exemplo clássico, alguém deve ter ouvido alguém falar “ah, esse é o filme do cara que fica sem memória” e pronto. Optou por essa idéia genial:
Não seria um título ruim se tivesse algo a ver com o filme, mas por diversas vezes o protagonista afirma que o problema dele não é amnésia. Se quem escolheu esse nome ao menos viu o filme, mas palavras do professor Girafales, ele foi merecedor das orelhas de burro...
4#Incorporar o “narrador da sessão da tarde”
Confusões, loucuras, alguma coisa muito louca, arrebentando em tal lugar. Esse, de todos os defeitos, talvez seja o que mais me fez evitar filmes, ao menos até eu chegar à idade da razão e perceber que a culpa por esses títulos escrotos não é dos filmes.
3#Tentar fazer gracinha
Não basta o filme ser comédia (nem sempre, aliás), o título tem que tentar ser Zé graça pra dar uma forcinha, ao menos é assim na cabeça de quem escolheu títulos tão bizarros quanto esses:

De fato o original "Shaun of the dead" seria difícil de traduzir ao pé da letra, mas mesmo assim é difícil imaginar que não tenham conseguido pensar em nada melhor do que isso. Dá a entender que o filme é apenas mais um comédia boba, o que não é verdade.Vem aí...a próxima novela das 8, alguns títulos me fazem lembrar dessa frase. Por carregarem demais no drama ou, principalmente, na breguisse. Por que fazer “shane” virar “os brutos também amam” foi uma brilhante idéia, sem dúvida...
Mais alguns casos imperdoáveis:
Só pra dar um exemplo de que esse tipo de cagada não é cometida há pouco tempo.1#Não perceber que títulos de efeito são bregas
“Esperança” “liberdade” e “milagre” são palavras bonitas, mas se o filme fala sobre uma dessas coisas, vamos deixá-las para o filme, não para o título. Isso pode desvirtuar o sentido da coisa. Vejamos um bom exemplo: 
Alem de tudo esse título da uma estragada na história, o "sonho de liberdade" mal é citado no decorrer do filme.
Duelo: Um sonho possível vs. Preciosa
Nas palavras da bruxinha testando as vassouras no desenho Picapau "e lá vamos nós..."
Já Preciosa...ainda que não tivesse o impecável trabalho de Mo'nique (o apóstrofo mais curioso que já ví), o filme conta com atuações de primeira de Paula Patton (que tambem merecia uma vaguinha nas premiações) e (isso mesmo) Lenny Kravitz. Só não gostei mesmo da atuação de Mariah Carey, que, embagulhada ou não, continua muito fraca.
Então, facilmente, o vencedor é...
Falem o que quiserem sobre Sandra Bullock, só não digam que nunca se divertiram com um filme dela. Em Um Sonho Possível ela passa por cima de todos os defeitos do filme (sobretudo o roteiro, que faz sua personagem ser muito antipática às vezes) e, mais linda do que nunca, entrega sim uma boa atuação. Mereceu o oscar? quem sabe...vai do gosto de cada um.
Já a iniciante Gabourey Sidibe me pareceu ser o ponto mais superestimado de Preciosa, ela está bem, de fato, mas não tanto quanto dizem. Se beneficia de estar em uma grande personagem.
Então, a vencedora é...
John Lee Hancock é o principal culpado por Um Sonho Possível não ter conseguido tudo que poderia, ele se apega tanto a meneirismos do gênero que não parece pensar, por um mínimo instante, que tem uma história que precisa de um toque mais pessoal. Sendo tambem roteirista do filme, ele nem tem a quem culpar. Entregou poucos momentos realmente inspirados.
Um Sonho Possível está longe de ser um filme ruim, mas deixa uma sensação de que poderia ter sido muito melhor. A história é daquelas que conseguem fazer você se sentir bem no fim (ser baseado em fatos reais ajuda). Mas não deixa esquecer que faltou algo.
Dúvida cruel do dia
A dança do robozinho ao som de UP - Altas Aventuras foi o mais constrangedor.














