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Homem de Ferro 2

Nota:
Os dois comentários mais comuns nas críticas que eu ví mundo a fora sobre esse filme envolviam a ação excessiva (conceito que eu considero um tanto estranho, diga-se) e o excesso de piadas. Bom, não sei se é algo errado comigo, mas não conseguí ver isso. O filme tem muita ação sim, mais que o anterior, mas não acho que tenha tomado o lugar da história como tantos disseram. Infelizmente nem toda adaptação de quadrinhos pode ser Batmam - O Cavaleiro das trevas. Já com relação as piadas, marca registrada do primeiro filme, especialmente do protagonista, achei que ficaram na dose certa. Mas sei lá... vai ver há algo errado comigo. Afinal fui ver Homem de Ferro 2 esperando por um filme que me entretesse, e foi o que conseguí.
Falando do filme em sí, trata-se de uma continuação bastante honrada do filme anterior, que já havia sido uma boa surpresa e possui uma história tambem bastante digna.
No filme "Homem de Ferro 2", o mundo já sabe que o inventor bilionário Tony Stark (Robert Downey Jr.) é o super-herói blindado Homem de Ferro. Sofrendo pressão do governo, da mídia e do público para compartilhar sua tecnologia com as forças armadas, Tony reluta em divulgar os segredos por trás da armadura do Homem de Ferro, temendo que as informações caiam em mãos erradas. Tendo Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e James "Rhodey" Rhodes (Don Cheadle) a seu lado, Tony estabelece novas alianças e enfrenta novas e poderosas forças. Justin Hammer (Sam Rockwell), dono de uma empresa rival e Ivan Vanko (Mickey Rourke), filho de um ex-funcionário das industrias Stark que busca vingança contra Tony e seu império.
Como deu para notar, o elenco cresceu, alem dos mencionados na sinopse, temos tambem Scarlett Johansson, como a Viúva Negra, e tambem Samuel L. Jackson, que aparece aqui bem mais do que no filme anterior. Isso por pouco não foi a ruína do filme, o mau exemplo de Homem Aranha 3 e seu elenco superpopuloso continua na memória de todos, mas em Homem de Ferro 2 os pesos foram bem distribuídos e todos tem sua chance de brilhar.
Elogiar a volta por cima de Robert Downey Jr. é chover no molhado faz tempo, nenhum outro ator tem a carreira tão nos trilhos quanto ele atualmente e aqui ele continua ótimo, talvez a melhor atuação como super-herói já vista (Christian Bale que me desculpe, nunca fui fã dele).
Sam Rockwell, ator altamente subestimado, encarna tambem muito bem aquele papel conhecido de "2º lugar que sonha em ser 1º", inveja e prepotência são demonstrados no tom certo. Gwyneth Paltrow é o elo fraco do elenco principal, não está mal, mas não consegue acompanhar o ritmo dos restantes. Sem contar que Paltrow teve o azar de ser ofuscada pela bela Scarlett Johansson, que dá um ar bem mais agradável ao filme e trasmite todo o mistério de sua personagem com perfeição. Don Cheadle, substituindo Terence Howard, não consegue se igualar a ele, mas não atrapalha.
Mickey Rourke merece um parágrafo próprio, seu Whiplash é um vilão ainda melhor do que o do Homem de Ferro 1 (trabalho difícil, pois Jeff Bridges botou pra f* no filme anterior). E por causa disso eu faço aqui a minha maior crítica ao filme, ele tem muita ação, mas o vilão é derrotado muito rápido nas duas únicas cenas em que aparece em ação. Com relação ao ator, todos os elogios são merecidos, pois tambem trata-se de uma volta por cima, talvez ainda maior que a de Downey Jr.
Os efeitos continuam de primeira, destaque para a cena passada em Monaco, talvez a melhor do filme. O roteiro respeita o espectador, introduz novos problemas e demosntra, inclusive, muito realismo na construção dos personagens. Se alguns acharam que tem ação demais... fazer o quê? Foram ver o filme errado. Naturalmente há defeitos, muitos problemas que aparentam ser enormes são resolvidos com uma facilidade incômoda na história.
O primeiro filme ainda é melhor, mas este é uma sequência muito acima da maioria, e deixa a expectatica para o próximo filme, previsto apenas para 2013, já que um ano antes virá o projeto mais ambicioso e mais bem construído que se tem notícia: Os Vingadores!

Ordens para descansar!

Estive doente nos últimos 3 dias, aproveitei as ordens para repousar e ví (e principalmente reví) alguns filmes. Eis rápidas impressões sobre eles.

Intrigas de Estado (State of Play).
Conspirações rendem bastante, nesse filme, baseado em uma minissérie de TV, o mundo da política e o do jornalismo se encontram numa história muito inteligente. Russel Crowe está muito bem no tipo de papel que tem sido seu favorito ultimamente: o que ele pode ficar gordo. O restante do elenco tambem está incrível, nem Ben Afleck consegue atrapalhar.

Nota:



Duelo de titãs (Remember The Titans)
Clichê? sim, fácil. Qualquer filme sobre esporte dos últimos 10 anos dificilmente consegue fugir desse problema. Mas se duelo de titãs é clichê (o que não quer dizer ruim) nesse sentido, ele é muito forte ao tratar do tema racismo, usando do que muitos filmes tem medo: sinceridade. É daqueles filmes feitos para fazerem sucesso.

Nota:

Star Wars - Episódio 6, O Retorno de Jedi
O único de todos que era inédito para mim, e tambem o único da saga que faltava ver. Agora é fácil afirmar que é o mais fraco da trilogia original, mas mesmo assim é infinitamente superior à trilogia "moderna". O lado sombrio e sério de O Império Contra-Ataca deu lugar a um humor mais relaxado, até que competente, mas um tanto deslocado. A história perdeu um pouco de originalidade tambem.
Nota:

Quem vai ficar com Mary?(There's Something About Mary)
Um filme assumidamente idiota, mas por isso mesmo muito engraçado. Ben Stiller em seu melhor momento, Cameron Diaz belíssima e Matt Dillon roubando a cena. Momentos como o do "gel" ou o do zíper já são históricos. Se todos os filmes ditos "idiotas" de hoje em dia fossem assim...
Nota:

Corra que tem loucos por aí

Nota:

Vocês podem estar começando a se perguntar "mas o que foi que fez esse louco assistir isso?", ou provavelmente não, mas mesmo assim eu explico. Sou fã de comédia estilo pastelão, e não esperava ver uma nova obra-prima do gênero nesse filme, mas ao menos esperava algo honroso visto que trata-se do diretor de Corra que a polícia vem aí, Apertem os cintos...o piloto sumiu e Todo Mundo em Pânico 3 (ah, eu gosto...) e tem Leslie Nielsen centralizando o cartaz.
Mas não, o que eu ví foi um filme fraco, com um foco muito bom porem dono de momentos muito fracos.
Num churrasco de 4 de Julho, o vovô (Leslie Nielsen) conta para as crianças a história de Michael Malone, que numa sátira afiada a Michael Moore, odeia os Estados Unidos e quer abolir esse feriado do calendário. Ele se recusa a celebrar com seu sobrinho Josh, que está embarcando para a guerra no Oriente Médio. Naquela noite Michael tem um estranho encontro com seu ídolo JFK, que prevê que três fantasmas irão visitá-lo. São eles o general Patton, George Washington e o cantor de música country Tracey Adkins. Os três discutem os frutos do patriotismo, e não apenas guerra e pecifismo. Enquanto isso os terroristas árabes querem contratar Malone para que realize um filme de propaganda.
O roteiro tem dois grandes defeitos, o primeiro é óbvio já pela sinopse, usaram mais uma variação maluca da história "um conto de natal" de Charles Dickens. A idéia das aparições foi interessante, mas é manjado demais o modo como isso foi mostrado. O outro grande defeito consiste em usar o método de um personagem narrar toda a história (no caso, o avô para seus netos), faria um grande favor ao filme se essa parte fosse simplesmente abolida, pois fica óbvio logo de cara que tudo foi feito dessa forma apenas para dar algo para Leslie Nielsen fazer, e ele não merecia isso.
Além dessa parte, Leslie participa de uma cena até que divertida, teria sido melhor mantê-lo apenas com essa participação especial, como todos os outros poucos nomes conhecidos do filme (James Woods, John Voight e Dennis Hopper. Esse último o mais engraçado deles).
Quanto às piadas...há boas e ruins. Ao menos devemor reconhecer que não houve muito apelo a piadas físicas óbvias (mas mesmo assim, elas estão lá). O humor usado para mostrar os conflitos políticos dos americanos e, principalmente, para satirizar Michel Moore (a primeira cena do personagem, satirizando o documentário que Moore fez que tinha partes passadas em Cuba, é genuinamente ilária) funciona na maioria das tentativas.
O maior erro do filme é ser tendencioso demais, é muito claramente a favor da guerra, se tivesse evitado se envolver diretamente, deixando isso com o espectador, como fez Guerra S.A, lançado recentemente, teria se saído melhor.
Até vale a recomendação para ser visto. Mesmo que você não goste, vai esquecê-lo logo. Os pontos positivos realmente valem a conferida, só que depois resta o pensamento de que os bons tempos de Corra Que a Polícia vem aí não voltam mais.

Surpresa em Dobro

Nota:

Eu considero Robin Williams e John Travolta bons atores. Sério. Ambos já tiveram atuações ótimas em suas carreiras. Mesmo assim posso reconhecer tranquilamente um fato que para muitos é inegável: eles já fizeram muita tralha, atingindo o ápice em filmes como A Reconquista (para Travolta) e coisas como Flubber (para Williams).
Então eis que surge a notícia de que eles estarão juntos em um filme (medo), uma comédia (medo²), da Disney (medo³). O resultado é esse Surpresa em Dobro (Old Dogs), um filme que é muito do que já se esperava, mas mesmo assim consegue ser aproveitável.
No filme, Dois grandes amigos - um divorciado sem sorte no amor (Robin Williams) e um solteiro divertido (John Travolta) - têm a vida virada de cabeça para baixo quando, inesperadamente, ficam responsáveis por cuidar de gêmeos de sete anos quando estão prestes a realizar o maior negócio de suas vidas. Os dois, que não entendem nada de crianças, esforçam-se para cuidar dos gêmeos (os novatos Ella Bleu Travolta e Conner Rayburn), o que resulta em uma confusão atrás da outra e talvez em uma nova e recém descoberta do que é realmente importante na vida.
Esse trecho final da sinopse parece ser uma parte básica de todos os chamados filmes “familiares” lançados nos últimos anos, isso não é necessariamente algo ruim, mas às vezes isso é feito de forma tão parecida nos filmes que chega a ser constrangedor.
Outra certeza é que alguma nuvem sinistra pairava sobre esta produção. Seu lançamento nos cinemas nos EUA foi adiado um ano (aconteceu em novembro de 2009) por conta de duas mortes - de um dos atores, Bernie Mac ("Onze Homens e um Segredo"), que atuou aqui pela última vez, e do filho de Travolta, Jett. Além disso, Robin Williams teve problemas de saúde e foi submetido a uma cirurgia de emergência.
A história consegue divertir, ainda que volta e meia apele para piadas óbvias como personagens levando boladas ou sendo atingidos nas partes baixas, mas o elenco segura bem esses problemas.
John Travolta está longe do seu máximo aqui, mas faz um bom trabalho, ele teve a sorte de não ter envolvimento nas piadas mais físicas do filme (a maioria ficou com Williams), o que tornou seu trabalho, digamos, mais “fácil”, mesmo assim ele anda precisando rever alguns conceitos na escolha de seus projetos. Robin Willians aqui é o Robin Williams de Licença para Casar, de Férias no Trailer e de Candidato Aloprado, ou seja, competente, mas nada marcante como em seus grandes filmes.
O elenco de apoio conta com o divertido Seth Green a participações pequenas mas engraçadas de Matt Dilon (Crash), Justin Long (Arraste-me Para o Inferno) e do já citado Bernie Mac.
No fim, não dá pra dizer que sobra muito de Surpresa em Dobro (um título nacional até que razoável), é pra família mesmo, aquela tarde de domingo em que ninguém tem mais nada pra fazer. Basta não ver esperando uma nova obra-prima da comédia que você vai se divertir.